Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

Cat stuff

Quem gosta de gatos não gosta apenas dos de verdade. Miniaturas, desenhos, objetos de decoração, brinquedos, estampas de roupa, a gente adora se cercar com a imagem dos felinos, não? é claro que eu não sou exceção:

Esse é um quadro que a minha irmã mais nova pintou pra mim, inspirado e baseado em uma figura já existente de art noveau, com tinta acrílica, em tela.

Quadro que eu mesma fiz, a idéia é boa, mas como eu não sou muito boa com trabalhos manuais, ficou meio zoado. Mas eu adoro!

Gatinho de madeira que enfeita os dvds (tem mais dois, mas a foto não ficou muito boa, essa também não tá lá grandes coisas, mas vá lá), ganhei de uma amiga.


E o gatinho de gesso e veludo, de olhar tristonho, que ganhei de presente de alguma data (aniversário? dia dos namorados?) do meu guri.

E você? quais são os objetos "gatináceos" que te cercam?
Responda e me mande a foto no lyralibero@gmail.com, que isso virará um post especial em breve ^^ !

Beijocas e boa semana!

Sábado, 4 de Julho de 2009

Pergunte ao Gacum: Castração

Essa semana fiquei pensando a respeito do fato de todo mundo que conheço que não sabe nada sobre gatos pensa que eu sou uma espécie de oráculo (?). Como toda apaixonada pelo assunto, contabilizo um número bem legal de dicas a respeito dos nossos felinos domésticos, muitas por experiência própria. Depois de me recomendarem no trabalho pela terceira vez que eu devia estar fazendo veterinária e não jornalismo, o que eu não pretendo fazer nem de longe - porque odeio a parte que envolve abrir os animais e estudar química e biologia - decidi inaugurar, aqui no blog, a seção: "Pergunte ao Gacum!"

Então, o leitor que for leigo e tiver alguma dúvida sobre comportamento, saúde ou questões puramente gatináceas, é só entrar em contato, que eu prometo me esforçar para responder o mais correto possível. Mas lembrem-se! as respostas são baseadas puramente em experiência própria, portanto, a consulta à um veterinário é sempre o ideal. Sou mãe de primeira viagem, caros. A Pan é a primeira gatinha que adoto, apesar de a família sempre ter tido gatos que íam e vinham, e a preferência universal serem os cães.. De resto, que venham as indagações!

Vamos começar com um assunto que sempre gera polêmica: Castração.

O que é a castração?
Medicina Veterinária diz: A castração consiste em uma cirurgia feita em cães e gatos, fêmeas e machos, para impedir que se reproduzam sem controle. Nas fêmeas, consiste na retirada do útero, trompas e ovários. Nos machos, a retirada dos testículos.
Gacum responde: É uma forma de não ter crias não-desejadas. Mesmo quem tem cães presos, quem nunca ouviu a história do cachorro não-castrado da vizinha que pulou o muro e cruzou com a sua cadelinha, gerando uma maravilhosa ninhada de pequenos tomba-lata sem dono, lenço nem documento? ou da amiga do amigo que tinha uma gata não castrada, que quando tinha cria, pegava os filhotes todos e antes da gata poder lambê-los, jogava todos no lixo? Eu já ouvi essas histórias muitas vezes.

Porque castrar?
Proteção animal responde: Se uma gatinha der à luz quatro outras fêmeas, em seis meses elas poderão também trazer ao mundo, cada uma, mais seis gatinhos, por exemplo. Basta um mero cálculo de progressão geométrica para imaginar o ritmo frenético em que uma comunidade felina (ou canina) pode crescer.
Gacum responde: Quando adotei a Pan, olhei para ela e pensei o seguinte: Eu não posso ter mais nenhum gato além dela. Quero cuidar dela com o máximo de responsabilidade, isso inclui gastos. Se ela viesse a ter crias, eu não ia ter coragem nem falta de caráter de coloca-los num saco de lixo. Eu ía conseguir dar para todos os filhotes o conforto, atenção, carinho que dou para ela? E caso eu doasse todos, eu ia conseguir garantir que todos os donos irão tratar os pequenos da mesma forma que eu trato a minha Pan? Obviamente, a resposta foi não.

Como é o pós-operatório de fêmeas e machos?

Gacum responde: Não posso me aprofundar na questão de gatos machos, pois nunca tive um, mas sei que a incisão é mínima e muitas vezes não é preciso nem dar pontos. Porém, cada fêmea reage de um jeito, algumas, como a Guda, da Bia Levischi, ficam tranquilas. Outras, como a Teca, da Claudinha, são tão molecas que podem abrir os pontos da cirurgia. O importante é você estar atento às prescrições do veterinário, dar o remédio certinho, mantê-lo bem quentinho e com boa alimentação nos primeiros dias. Vou descrever o caso da Pan.

Pan pitoquinha antes de castrar.

Na incisão da Pan, foram dados pontos externos. Poucas horas depois que ela acordou, quando fui busca-la, a veterinária já me advertiu que ela tentara arrancar os pontos. Já fui prevenida, comprei um colar elisabetano (aquele abajur, sabe?), o menor número que existia na loja, e ficou grande demais pra uma mignon cat. Então Dra. A. me deu uma dica, disse para eu pegar uma meia-calça velha, cortar os bracinhos, o espaço para o rabinho, e colocar nela. Deu certo, ela ficou numa boa com a roupinha, mas, ficou parecendo uma mendiga, hehe. A única foto foi tirada pelo namorado, com o celular, por isso a qualidade da imagem é tão ruim.

Pan tadica de roupinha, dois dias após castrar.

Eu achei a dica da roupinha muito boa, porque ela não ficou tão incomodada, conseguia usar a areia normalmente, e foi se recuperando. Dar os comprimidos era tranquilo, agora, trocar o curativo... tinha que ter umas 4 pessoas pra ajudar, a bichinha virava uma fera.

Castrar engorda?
Gacum responde: Olha, sinceramente... acho que essa história de engordar é a maior balela. Engordar é uma consequencia de comer demais, não? Pois é. No meu caso, a Pan já era gorduchinha quando a adotei, sempre comeu muito e o tempo todo, eu fico controlando o máximo que dá. Ela engordou sim depois de castrar, mas bem pouco. Continua comendo normalmente, brincando e correndo sem rumo pela casa quando dá na telha dela. Por isso ela é saudável. Agora, se o seu gato não gosta de ficar macaqueando por aí, e gosta de comer, uma ração light é uma boa pedida pra ele não engordar. Agora, não culpe a castração se seu gato vira uma pokebola porque você não cuida da alimentação dele.

E pra finalizar, dou minha opinião mais do que pessoal a respeito de se ficar repetindo as frases "castrar é violência", "tadinho do bichinho sem vida sexual", "é a lei da natureza" e blá blá blá. Reparem que a maioria das pessoas que dizem isso não dão a MÍNIMA pra animais abandonados. Acho que a castração deveria ser obrigatória para todas as pessoas que possuem animal em casa mas não tem autorização para ser criatório e gatil. Quer ter um animal doméstico? ótimo. Pretende instituir um gatil, com a devida responsabilidade? Se não, a castração deveria ser oferecida de graça; fora os mutirões que poderiam ser feitos nas ruas. Isso na minha cidade é inexistente. Por isso que sempre que acolho um bichinho e dou para alguém, castro, ou fico de olho se vão castrar. Se não houvessem tantas crias, talvez houvessem menos animais nas ruas, correndo tantos riscos.

Então, pra fechar, confira as duas matérias que fiz para o Unifolha ano passado sobre o assunto, em resposta à uma matéria ré-dí-cu-le que um estagiário fez na parte da manhã. Na matéria dele, eu nem considerei grave ele dizer que castração é violência, o mais grave é a fonte fazendo apologia ao uso de anticoncepcional, que é altamente cancerígeno.

Matéria "Castração dos animais de estimação: solução ou violência?" - aqui.
Minhas duas matérias: "Castração: Pilar indispensável na proteção animal" - parte 1 e parte 2.


Fontes: Adote um Gatinho, Comunidade Dicas de Adestramento, Coordenadoria do Bem Estar animal, Unifolha.

Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

A maravilhosa história do cachorro dourado


Essa é uma história sobre duas almas gêmeas, irmãs, amigas. Uma é uma moça de 23 anos, a outra, uma cachorrinha de pêlo dourado e nariz amarronzado.

Kiara nasceu como princesa, assim como todos os animais nascem, sendo da realeza por direito, se não fosse a ignorância humana. Gostava de seu humano. Demonstrava isso entregando para ele e apenas para ele seu amado osso de borracha, assim que ouvia o chamado da voz grave.

Do outro lado da cidade, a moça de 23 anos, Julene se sentia incompleta. O castelo azul que dividia com a prima parecia frio e grande demais, ás vezes. Sabia que em algum lugar havia um coraçãozinho batendo em sintonia com o seu, mas não sabia dizer quem ou o que era.

Já nossa princesa Kiki, de uma hora para outra, se viu perdendo o rumo. O humano da voz grave havia se mudado para um apartamento e deixado à mercê num local desconhecido. Passou frio, fome, emagreceu. Via seu ex-dono e amigo pouco. O pêlo dourado se tornou opaco e cheio de feridas.

Julene soube da princesa que estava virando um sapo por conta de um tratamento extremamente desumano. Munida de um cavalo branco, uma espada de luz, uma joaninha da sorte e uma varinha mágica, adotou a pequena.

Hoje o castelo azul tem mais uma moradora, e Ju ainda garante que ela está "com uma capinha de gordura". Corre serelepe, presenteando as visitas ao reinado com pulos de felicidade. Vive feliz para sempre!

PS: Sempre acho que adoções tão sonhadas de animais abandonados, em condições ruins e muito tristes, são verdadeiros contos de fada. Perdoem o pieguismo, mas é que esta contadora de histórias hoje está um pouco emotiva :)

Sexta-feira, 19 de Junho de 2009

Only you

No inverno que nos brinda com temperaturas gelantes de madrugada, como vocês sabem, não existe mais ninguém para Pan. Só sua coberta vermelha.

Domingo, 7 de Junho de 2009

Recordar é viver!

Como recordar é viver, deixo aqui fotos que encontrei por esses dias:

Fofucha-Frida, a gata mais fotogênica do mundo!
Nanquim e Fofucha, logo que o pequeno chegou da veterinária.

E o pequenino cinza, se achando "easy rider", na motoca do meu véio.

Nanquim e Frida na hora do rango.

Pan, como de praxe, se preparando pra dar um "croc" no pequeno...

... e o mais perto que a mimada deixou Nanquim chegar sem querer matá-lo com a faca da cozinha! rs

E por último, foto da queridinha amarela linda, que só faltava dançar uma conga de tão frenética, e não me deixou tirar uma foto só decente!

Boa semana! ^^

Terça-feira, 26 de Maio de 2009

Subversão em pequenas doses

"- Você gosta de gatos? Nossa, como eu odeio gatos, se eu pudesse metralhava todos.
- Nossa, que coincidência! se eu pudesse, metralhava você!"

É claro que eu não dei essa resposta, mas estritamente porque meu chefe estava bem do lado, porque as palavras se prepararam para saltar automaticamente da minha boca, feito criança no trampolim da piscina. Minha cara de "cú" para o cidadão, que até murchou, deixou tudo isso claro.

Estou cansada de argumentar com pessoas ignorantes, de mente pequena, afetadas e idiotas. Não aceitam o diferente, não possuem argumentos lógicos, não entendem uma vírgula do assunto, e no mínimo, nunca conviveram com gatos.

De gatos ao fato de eu usar somente preto (não sou gótica, mas cores no vestuário não me apetecem), de eu não aceitar colocar nome de gente malandra em trabalho de grupo (sabe aquela-criatura-altamente-do-submundo que não faz nada no trabalho em grupo da faculdade por que minha-mãe-pariu-ontem-e-eu-bebi-demais mas pede "marotamente" que coloquem seu nome?), de eu devolver o troco a mais, de dar atenção à animais jogados nas ruas, quando muitos deprendem a mesma atenção que a uma bituca de cigarro. Tudo isso não vale nada pra essas pessoas.

De honestidade e opinião própria a gatos e animais de rua, a humanidade parece ter um pendor natural incrível pra criticar sem conhecer.

Segunda-feira, 25 de Maio de 2009

Corra, Lola, Corra!

Uma pessoa muito especial é dona de uma criaturinha-das-trevas caninácea que eu conheci quando era uma coisinha pequenina e cheia de dobras. O nome da sharpei é Lola, como no filme alemão. E nossa Lola focinhuda, na foto em um charmoso fundo vermelho, também precisa correr.

Minha irmã mais velha é tipo meio mãe, meio madrinha, meio dona da Lola. A pelancuda é um sarro com aquele rabinho arrebitado, louca atrás dos dois coelhos que moram na casa, o Bonito (um coelhão albino paulista) e a Frida (uma coelha de raça que parece "atropelada", por conta do pêlo emaranhado próprio dos "Himalaias").

Eis que descobriu-se que o mau-humor matutino, as crises de histeria diante da ameaça do homem do saco, dos coelhos misantropos e o choro na hora de ir para o primeiro dia de aula na pré-escola não eram da "raça". Lola nasceu com uma doença chamada "Entrópio", que faz com que as pálpebras da pequena sejam viradas para dentro, fazendo os cílios rasparem na córnea, causando dor e incômodo, e, a longo prazo, cegueira total. A cirurgia é delicada. Exponho o caso de Lola-Lolita por aqui para perguntar se alguém tem dicas a respeito, e se caso precisemos (minha irmã pretende arcar com os custos da cirurgia), se a alguém quebraria o cofrinho atrás de moedas para uma rifa ou doações.

Pela pequena Lola, que já já começa a camelar de veterinário em veterinário, vamos correr juntos?

Sábado, 9 de Maio de 2009

Histórias de Lyra

Para esse blog "gatináceo", eu prometi que evitaria detalhes pessoais, que o foco seria a Pan, as histórias felinas, resgates e adoções. Mas é impossível ás vezes lidar com todos os problemas de uma vez e ainda ter vontade de postar. Isso tem acontecido comigo.

Eu passo dias sem nem sequer abrir o blog. Visito muitos dos blogs favoritos diáriamente, e me sinto melhor. Porém, há dias em que eu não consigo ficar bem na confusão que é minha vida, que os problemas se acumulam, que eu me sinto mal com tudo, desanimada e infeliz. Acho que todo mundo se sente assim em algum momento, mas tenho medo que isso vire algo constante. Vejam, eu tenho 20 anos. Eu não queria me sentir assim, mas tem se tornado inevitável.

Então acontece uma coisa como hoje: eu abro o blog por acaso e me deparo com alguns comentários. Mesmo eu tendo passado tanto tempo sem vir aqui, recados estão me aguardando, pacientemente. Isso me faz ter vontade de continuar. Isso, e a minha gatinha-maravilha, que anda fofa, bravinha e queridinha como sempre. Pan, obrigada por existir. Menino, meu amor, meu amigo e paixão, obrigada por estar aqui. A todos que visitam Gacum, fico agradecida por visitarem esse espacinho que eu amo, e do qual não quero desistir.

Obrigada!

Terça-feira, 14 de Abril de 2009

Extra, extra!

Notícias acumuladas, caros amigos e seus respectivos fofuchos:

Não é "o" glitter dourado, é"a" (como diz meu namorado) porcariazinha-fofinha! Sim, eu dormi tanto no ponto que a pequena coisiquinha é fêmea, já se curou da verminose avançada (que, segundo Dra.A., quase a levou embora desse mundo ingrato) e até já foi para o novo lar! mas não sem antes eu tirar uma foto para a posteridade.


E tem mais! a pecurrucha agora é vizinha da Fofucha! Acreditam nisso? Foi adotada por uma menina de 15 anos, cujos pais se apaixonaram pela gatinha e abraçaram a nova moradora da casa com todos os mimos. A Nilda, que adotou a Fofucha ex-escaminha Frida, ficou babando nela. Soube que a bigodinha até dormiu em cama presidencial no primeiro dia de reinado na sua nova casa.

Mais uma para nossa conta de adotados, oba!